Publicado por: osvaldopalmeira | outubro 27, 2010

A capa da Folha que anunciou a Petrobrax

 

Um dos momentos mais tristes do governo tucano pefelista de FHC foi sua tentativa de iniciar um processo de privataria contra o maior patrimônio público brasileiro: a Petrobrás.

A sociedade civil se levantou impedindo mais este crime lesa-pátria. O jornalista Janio de Freitas, em janeiro de 2001, denunciava. “A necessidade comercial de mudança do nome Petrobras para PetroBrax em nada serviria às atividades da Braspetro e aos produtos BR. Mas, os fantásticos R$ 100 milhões constituiriam um negócio com muitas serventias. Como os
R$ 2,7 milhões que, em acesso de modéstia, a ‘consultoria de comunicação’ diz ter gasto na operação frustrada.”

Ainda, Janio: “O acionista majoritário e controlador da Petrobras é o Estado, logo, o uso dos recursos financeiros da estatal interessa ao patrimônio público e ao Tesouro Nacional. Parlamentares, Tribunal de Contas da União e, se acionado, o Ministério Público são encarregados de verificar o que o governo e seus prepostos fazem com o dinheiro público em poder da Petrobras e de estatais em geral.”

Quantas CPIs ocorreram para investigar o fato: nenhuma!

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FOLHA DE SÃO PAULO – ESTATAIS

Nova marca comercial melhoraria participação internacional; custos para refazer logotipo chegam a US$ 50 mi

Petrobras muda de nome para PetroBrax

Nelson Perez/Valor
O presidente da Petrobras, Philippe Reischtul, em frente ao novo logotipo da empres

CHICO SANTOS E
ISABEL CLEMENTE
DA SUCURSAL DO RIO

A estatal Petrobras, maior empresa do país e terceira maior da América Latina, está mudando seu nome comercial (marca) para PetroBrax. Segundo o presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, o objetivo é unificar a marca e facilitar o seu processo de internacionalização.

Reichstul disse que a mudança, estudada durante oito meses e já aprovada pelo conselho de administração, ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora o nome da empresa continue sendo Petrobras, ele não entrará mais na logomarca.

O novo nome foi escolhido pela agência paulista de design Und SC Ltda, contratada sem licitação. Segundo Reichstul, desde que deixou de ser monopolista, a estatal obteve flexibilidade legal para esse tipo de contratação.

Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a estatal está pagando R$ 700 mil à Und por um contrato de um ano, iniciado em abril.

Machado disse ainda que a mudança da logomarca em todas as instalações da empresa deverá custar US$ 50 milhões à Petrobras, num processo previsto para durar seis meses.

Reichstul disse que não haverá uma campanha publicitária específica para divulgar o novo nome, mas que a novidade “aparecerá no contexto” das propagandas. Ele disse que os investimentos incluem a revitalização dos postos BR, que agora exibirão o nome PetroBrax BR. No exterior, a sigla BR não será usada ao lado da nova marca.

A decisão de mudar a marca foi tomada após a aprovação do plano estratégico da Petrobras (1999-2005). Um dos argumentos favoráveis foi que o sufixo “bras” estaria, internamente, associado à idéia de ineficiência estatal.

“Perdemos o monopólio em 1997, mas o nome (da empresa) continuava associado a ele”, disse Reichstul.

Outro argumento, também relacionado com o mercado interno, foi o de que a marca Petrobras tornou-se, nos últimos anos, praticamente virtual, escondida pelas iniciais BR que integram o atual logotipo.

A marca BR aparece, associada ao nome Petrobras ou não, nas diversas unidades da companhia e isso estaria diluindo o nome da empresa.

Além disso, a marca BR, adotada por toda a empresa em 1993, estaria excessivamente baseada no braço de distribuição de combustíveis, enquanto o novo foco seria tecnologia.

O nome do óleo lubrificante Lubrax, do qual foi tirado o sufixo da nova marca, seria a forma mais correta de associar a empresa ao seu novo foco. Brax, segundo Reichstul, chegou a ser cogitado também como marca, “mas sem muita força”.

O novo logotipo tem também um símbolo branco, parecido com uma chama ou uma folha, dentro de um quadrado verde, amarelo e azul. O símbolo representaria o compromisso da empresa de desenvolver fontes de energia limpas, como a solar, a eólica, o gás, o hidrogênio e outras. Reichstul disse que a empresa gostaria de chegar a 2010 reduzindo a participação do petróleo entre os itens que produz dos atuais 95% para 60%.

No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é o de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil. Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.

Um dos ônus, para o caso de expansão na América Latina, seria o de passar a idéia de um imperialismo brasileiro invadindo os países vizinhos.

Até uma suposta dificuldade fonética dos falantes do inglês e do espanhol com a palavra Petrobras foi incluída entre os argumentos favoráveis à mudança. A logomarca da estatal já foi mudada antes, em 1978 e 1993, mas sempre se manteve nela o nome original.

 

Fonte: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=379

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