Publicado por: osvaldopalmeira | janeiro 10, 2013

Água Antioxidante Alcalina com Dr Lair Ribeiro .

Assista ao vídeo e se encante com as qualidades das águas medicinais anti-oxidantes.

Publicado por: osvaldopalmeira | novembro 4, 2012

Como se proteger contra envenenamento por flúor

O flúor é um veneno persistente e não degradável no meio-ambiente que se acumula no solo, plantas, animais selvagens, e no corpo humano. O flúor é mais tóxico do que o chumbo, mas não é tão tóxico como arsênico. Quando utilizado em pesticidas, não é mais inerte do que o chumbo e o arsênio; retiram o cálcio do ossos e tecidos do corpo humano. O que mais assusta é que os Profissionais da Saúde de Autoridades Governamentais sabem disto e permite a sua adição à água para consumo humano ou não. O flúor é um resíduo químico que acharam um meio de usa-lo com ajuda do Marketing de que faz bem a nossa saúde. MENTIRA; isto causa doenças degenerativas e letais ao Ser Humano e ao Meio-Ambiente.

A Odontológica vendeu sua alma ao diabo

Flúor tem sido adicionado na água pública por décadas; e não podemos chama-la de água potável como é vendida de forma ilusória a população. As maiorias das pessoas têm acumulado flúor no organismo humano causando sérios problemas de saúde como, danos no DNA, câncer, disfunção da tiroide, desequilíbrio hormonal, depressão, baixo QI em crianças na fase de desenvolvimento, tumores no cérebro, demência, envelhecimento precoce, doenças cardiovasculares, pressão alta, acidente vascular cerebral (AVC), Dislipidemia, hiperlipidemia, hiperlipoproteinemia, resistência insulínica, doença de Alzheimer e Parkinson, etc. E, a pior parte, a odontologia moderna tem promovido o uso de flúor como benéfico e envenenado milhões de pessoas com a sua utilização.


Como evitar intoxicação por flúor

O primeiro passo é consumir água de qualidade, porque a água de qualidade não é só pura (não pode estar contaminada com cloro, flúor, metais pesados e tóxicos, compostos orgânicos e xenoestrogênicos), incolor, transparente e inodora; ela deve ter outras propriedades como pH alcalino maior que 7.5, ORP negativo, alta condutibilidade elétrica, baixa tensão superficial, ionizada na forma hexagonal com ângulo de 104.5º. Não tomar água em recipientes plásticos devido a dioxina , o Bisphenol-A e outros Bisphenois de origem do petróleo. Filtragem ou destilação não removem o flúor nem o cloro da água como se anuncia publicamente para vender estes produtos. A utilização de osmose reversa não garante a qualidade da água obtém os benéficos listados acima.

Segundo a Agência de Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (ATSDR – USA), “Cozinhar os alimentos com água fluoretada aumento dos níveis de flúor na refeição.” Em outras palavras, quando se cozinha com água fluoretada – o fluoreto aumenta em concentração.

Fluoreto de sulfurilo é usado para fumigar lugares onde os alimentos são armazenados e, ao mesmo tempo, este fica pulverizado sobre os grãos, frutos secos, grãos de café, cacau e nozes. Instalações de alimentos no Canadá e na Europa contam com controles de temperatura e recipientes mais rígidos de armazenamento mais limpas, em vez de pesticidas. Fluoreto de sulfurilo foi aprovado como um inseticida para eliminar cupins.

Assim, evitando os alimentos cultivados pulverizadas com pesticidas, e comprar alimentos orgânicos e cultivados localmente e conhecidos a sua procedência. Alimentos processados, como chá instantâneo, produtos de suco de uva, e leite de soja para bebês contêm altas concentrações de fluoreto de sódio, assim como muitas drogas farmacêuticas.

Melhores maneiras de desintoxicar

Magnésio inibe a absorção do fluoreto pelas células, e cálcio atrai os fluoretos a partir de tecidos. Alimentos ricos em ambos é uma solução para iniciar o processo de desintoxicação.

Iodo tem sido demonstrado clinicamente para aumentar a excreção urinária de fluoreto de sódio a partir do corpo, mudando-o para a forma de fluoreto de cálcio. Neste processo, o cálcio é perdido, e é uma necessidade para manter os alimentos ricos cálcio. Algas de alta qualidade e orgânicos (escuro) vegetais de folhas verdes são altamente recomendados para esta finalidade.

Tamarindo tem sido utilizada na Medicina Ayurvédica; a polpa da fruta, casca e folhas são convertidos para chás e tinturas, com a capacidade de eliminar fluoretos através da urina.

Limpadores para fígado pode ser eficazes para eliminar os fluoretos e outras toxinas.

Sauna seca auxiliam na armazenagem no tecido diposo. Isso requer beber muita água livre de flúor para repor os minerais perdidos através da transpiração.

Vitamina C, em abundância, é útil com qualquer programa de desintoxicação, e as melhores fontes alimentares maneira são: bagas orgânicas, frutas cítricas, espargos, abacate, melão, verduras, abacaxi e vegetais crucíferos, como brócolis, repolho, couve e espinafre.

A única garantia total ter é quando você está limitando sua ingestão de flúor é um estilo de vida saudável, que inclui água potável, produtos orgânicos, e exercício físico. Lembre-se, a melhor defesa (às vezes) é um bom ataque – tomar medidas hoje para se proteger de danos.

Fonte

http://www.naturalhealth365.com/detoxification-2/fluoride-poison.html

Tecnologia Verde

A Tecnologia UV-C é uma importante arma para o combate e prevenção contra os micro-organismos em ambientes fechados e principalmente contra bioterrorismo recomendado fortemente pela FEMA (Federal Emergency Management Agency), CDC (Centers for Disease Control and Prevention), ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers) e IUVA (International Ultraviolet Association)

Tecnologia UV-C é ecologicamente correta e sustentável sem uso de produtos químicos e tóxicos. Maiores informações no site:

Publicado em acidez, alcalina, ambientes fechados, água, água alcalina, câncer, cloro, cloto, desinfecção, doenças, esterilização, flúor, hiper-bactérias, hiperbacterias, Infecções hospitalares, pH, pneumonia, Profissionais da Saúde, sangue, super-bactérias, superbactérias, TB, tecnologia, Tecnologia Verde, tuberculose, ultravioleta, Uncategorized, UV-C, UVGI | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Publicado por: osvaldopalmeira | novembro 4, 2012

Sementes da Liberdade (Seeds Of Freedom)

Sementes da Liberdade (Seeds of Freedom – Portuguese) from The ABN and The Gaia Foundation on Vimeo.
(EUA, Grã-Bretanhã, Argentina, Índia, Etiópia, Brasil, Espanha, 30min. – Produção: Gaia Foundation)
Entenda porque as sementes transgênicas são uma ameaça à saúde, à sociedade, à diversidade nutricional, ao meio-ambiente e à soberania de um país. Entenda por que elas, a longo prazo, levam os pequenos agricultores a perderem suas terras. Veja também que modelo de dominação, as grandes corporações das sementes tem na sua agenda. (docverdade).
Publicado por: osvaldopalmeira | outubro 31, 2012

Eleições 2012: PT conquista 635 prefeituras em todo o País

(Imagem: Cesar Ogata)

Partido aumentou 14% o número de cidades governadas em relação à eleição de 2008

 

A Secretaria Nacional de Organização divulgou o balanço dos resultados do PT nas eleições municipais de 2012.

O PT conquistou 635 prefeituras nos dois turnos da votação e manteve o seu crescimento constante. De acordo com o levantamento, em comparação às eleições de 2008 o Partido ampliou em 14%  o número de prefeituras.

O PT recebeu 17.264.643 votos para prefeito, que é a maior votação de um partido nas eleições deste ano.

Entre as cidades com mais de 150 mil eleitores, o PT venceu em 21 cidades, sendo quatro capitais (São Paulo, Goiânia, João Pessoa e Rio Branco). Nestas 21 cidades estão hoje 16,1 milhões de eleitores.

De acordo com a SORG, o Partido manteve a sua força nos grandes centros e aumenta a sua capacidade ao eleger mais prefeitos e prefeitas nos pequenos e médios municípios. Foram eleitos 264 prefeituras em cidades de 10 a 50 mil eleitores e 298 em cidades de até 10 mil eleitores.

Acesse aqui o resumo completo elaborada pela Secretaria Nacional de Organização após o segundo turno

(Geraldo Ferreira – Portal do PT, com informações da SORG/PT_

Publicado por: osvaldopalmeira | outubro 31, 2012

JÂNIO DE FREITAS: A MENTIRA DA MESADA DE ROBERTO JEFFERSON

Folha de SP

A mentira foi a geradora de todas as verdades, meias verdades, indícios desprezados e indícios manipulados que deram a dimensão do escândalo e o espírito do julgamento do “mensalão”.

Por ora, o paradoxo irônico está soterrado no clima odiento que, das manifestações antidemocráticas de jornalistas e leitores às agressões verbais no Supremo, restringe a busca de elucidação de todo o episódio. Pode ser que mais tarde contribua para compreenderem o nosso tempo de brasileiros.

Estava lá, na primeira página de celebração das condenações de José Dirceu e José Genoino, a reprodução da primeira página da Folha em 6 de junho de 2005. Primeiro passo para a recente manchete editorializada – CULPADOS -, a estonteante denúncia colhida pela jornalista Renata Lo Prete: “PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson. O leitor não tinha ideia de que Jefferson era esse.

Era mentira a mesada de R$ 30 mil. Nem indício apareceu desse pagamento de montante regular e mensal, apesar da minúcia com que as investigações o procuraram. Passados sete anos, ainda não se sabe quanto houve de mentira, além da mensalidade, na denúncia inicial de Roberto Jefferson. A tão citada conversa com Lula a respeito de mesada é um exemplo da ficção continuada.

A mentira central deu origem ao nome -mensalão – que não se adapta à trama hoje conhecida. Torna-se, por isso, ele também uma mentira. E, como apropriado, o deputado Miro Teixeira diz ser mentira a sua autoria do batismo, cujo jeito lembra mesmo o do próprio Jefferson.

Nada leva, porém, à velha ideia de alguém que atirou no que viu e acertou no que não viu. A mentira da denúncia de Roberto Jefferson era de quem sabia haver dinheiro, mas dinheiro grosso: ele o recebera. E não há sinal de que o tenha repassado ao PTB, em nome do qual colheu mais de R$ 4 milhões e, admitiria mais tarde, esperava ainda R$ 15 milhões. A mentira de modestos R$ 30 mil era prudente e útil.

Prudente por acobertar, eventualmente até para companheiros petebistas, a correnteza dos milhões que também o inundava. E útil por bastar para a vingança ou chantagem pela falta dos R$ 15 milhões, paralela à demissão de gente sua por corrupção no Correio. Como diria mais tarde, Jefferson supôs que o flagrante de corrupção, exibido nas TVs, fosse coisa de José Dirceu para atingi-lo. O que soa como outra mentira, porque presidia o PTB e o governo não hostilizaria um partido necessário à sua base na Câmara.

Da mentira vieram as verdades, as meias verdades e nem isso. Mas a condenação de Roberto Jefferson, por corrupção passiva, ainda não é a verdade que aparenta. Nem é provável que venha a sê-lo.

MAIS DEDUÇÃO

Em sua mais recente dedução para voto condenatório, o presidente do Supremo, Ayres Britto, deu como certo que as ações em julgamento visaram a “continuísmo governamental. Golpe, portanto, nesse conteúdo da democracia que é o republicanismo, que postula renovação dos quadros de dirigentes”.

Desde sua criação e no mundo todo, alcançar o poder, e, se alcançado, nele permanecer o máximo possível, é a razão de ser dos partidos políticos. Os que não se organizem por tal razão, são contrafações, fraudes admitidas, não são partidos políticos.

Sergio Motta, que esteve politicamente para Fernando Henrique como José Dirceu para Lula, informou ao país que o projeto do PSDB era continuar no poder por 20 anos.

Não há por que supor que, nesse caso, o ministro Ayres Britto tenha deduzido haver golpe ou plano golpista. Nem mesmo depois que o projeto se iniciou com a compra de deputados para aprovar a reeleição.

Publicado por: osvaldopalmeira | outubro 31, 2012

Enem: participação de negros aumenta e aponta para equilíbrio

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (30) que o número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 que se declararam negros, pardos e indígenas e são contemplados pela política de cotas, está “bem próximo à sua presença relativa na população”.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), dos mais de 5,7 milhões de participantes da edição deste ano, 2,4 milhões se declararam pardos; 694 mil, negros e 35 mil, indígenas. Esse número corresponde a cerca de 50% dessa população, o que representa que há uma aproximação entre os inscritos e a população.

Segundo o ministro, esse dado “deveria surpreender”, já que há dez anos apenas 4% dos negros, que são 51% da população, tinham curso superior. Hoje o índice está chegando a 19%.

“Temos que continuar trabalhando para que eles (os negros) tenham nas universidades o mesmo peso que têm na sociedade. O mesmo vale para os mais pobres. Há dez anos só 0,5% dos 20% mais pobres estava estudando ou tinha curso superior e hoje já aumentamos oito vezes, são 4,2%. Só que entre os 20% mais ricos são 47% com diploma superior. Esta é a origem da verdadeira desigualdade no Brasil: o acesso à educação”, disse, após participar da abertura de um seminário sobre os desafios da educação no Brasil, no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

Mercadante lembrou que a Lei de Cotas, cuja regulamentação foi publicada há duas semanas, é uma política para os próximos dez anos, com o objetivo de estimular o acesso desse grupo de brasileiros às melhores universidades do país. A nova lei obriga instituições federais de ensino superior a destinar progressivamente uma parte das vagas para estudantes que frequentaram todo o ensino médio em escolas públicas.

O objetivo do governo é atingir o índice de 50% das vagas em quatro anos. A distribuição por raças é um dos recortes previstos na legislação. Os novos critérios terão de ser incluídos nas regras de seleção para universidades públicas por meio do Enem.

Maioria de mulheres

O ministro da Educação também comentou o fato de a maioria dos participantes do Enem 2012, que tem recorde de inscrições e participações confirmadas, ser composta por mulheres. As brasileiras respondem por 59% das inscrições, com 3,4 milhões, enquanto os homens somam 2,3 milhões (41%).

“Todos os dados mostram que as mulheres estão estudando cada vez mais e ocupando cargos cada vez mais importantes. Elas têm níveis de escolaridade maiores que os homens. Isso é muito forte no Brasil e também uma tendência mundial”, destacou.

Mercadante voltou a tranquilizar os candidatos reafirmando a segurança das provas, que segundo ele estão “muito bem guardadas”, e garantiu que “tudo está ocorrendo dentro do planejado”.

“Vamos percorrer mais de 400 mil quilômetros para que todas as provas estejam no dia do exame nas escolas onde têm que estar. Os alunos podem ficar tranquilos. Esperamos que não haja nenhum incidente”, ressaltou, acrescentando que o Enem 2012 conta com a participação de mais de 400 mil fiscais.

Novos critérios

O ministro da Educação também demonstrou otimismo em relação aos novos critérios de avaliação das redações. A nota será composta pelo desempenho em cinco competências específicas, entre elas o conhecimento da norma culta padrão da língua escrita e a compreensão da proposta de redação.

Além disso, cada texto será avaliado por dois professores de forma independente. Caso haja diferença superior a 80 pontos em qualquer competência ou maior que 200 pontos no total, a prova será reavaliada por um terceiro corretor. Persistindo as discrepâncias, uma banca avaliadora dará a nota final. A outra inovação é que os candidatos terão acesso às correções em um prazo que será informado após o processo de avaliação.

Mercadante destacou que os alunos devem conhecer previamente o caminho que farão para chegar aos locais das provas e ficar atentos ao horário de aplicação dos exames.

As provas do Enem serão realizadas em 1,6 mil municípios de todo o país no próximo fim de semana (3 e 4 de novembro). Os portões de acesso serão abertos às 12h e fechados às 13h. O MEC recomenda que todos os participantes compareçam ao local de realização das provas até às 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília.

O Enem é composto por quatro provas objetivas, com 45 questões cada, e uma redação. No sábado serão aplicadas as avaliações de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias; e no domingo, as de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias.

Fonte: Agência Brasil

Publicado por: osvaldopalmeira | setembro 19, 2012

Transgênicos aumentam em até três vezes ocorrência de câncer em ratos

Estudo revelou que ratos alimentados com milho geneticamente modificado morreram mais rápido. Cientistas afirmam que resultados de pesquisa são alarmantes

AFP | 19/09/2012 12:21:16 – Atualizada às 19/09/2012 12:26:09

AFP

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No estudo, 200 ratos foram alimentados durante dois anos com três tipos diferentes de milho

Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista “Food and Chemical Toxicology”, que considera os resultados “alarmantes”.

“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.

Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup.

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Os dois produtos (o milho NK603 e o herbicida) são propriedade do grupo americano Monsanto.

Durante o estudo, o milho fazia parte de uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos.

“Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e maior durante o consumo dos dois produtos”, afirmou Seralini, cientista que integra ou integrou comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.

“O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista.

Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.

Os pesquisadores descobriram que 93% dos tumores das fêmeas são mamários, enquanto que a maioria dos machos morreu por problemas hepáticos ou renais.

O artigo da “Food and Chemical Toxicology” mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue.

“Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”, explica Seralini.

O diretor do estudo disse ainda que os transgênicos agrícolas são organismos modificados para resistir aos pesticidas ou para produzi-los e lembrou que 100% dos transgênicos cultivados em grande escala em 2011 foram plantas com pesticidas.

“Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias”, disse o coordenador do estudo.

Segundo Seralini, os efeitos do milho NK603 só foram analisados até agora em períodos de três meses. Alguns transgênicos já foram analisados durante três anos, mas nunca até agora com uma análise em tal profundidade, segundo o cientista.

Também é a primeira vez, segundo Seralini, que o pesticida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.

“São os melhores testes que podem ser realizados antes dos testes em humanos”, explicou ainda.

O estudo foi financiado pela Fundação CERES, bancada em parte por cerca de 50 empresas, algumas delas do setor da alimentação que não produzem OMG, assim como pela Fundação Charles Leopold Meyer pelo Progresso da Humanidade.

Publicado por: osvaldopalmeira | setembro 15, 2012

Cortar o trigo da sua dieta é benéfico, diz Dr William Davis

Enviado por luisnassif, sab, 15/09/2012 – 08:19

Por cyro
Do Blog Vida Primal

A medicina descobre os malefícios do trigo.

Entrevista com o Dr. William Davis

Publicado em 2 de outubro de 2011 e no original em inglês, no site www.fathead-movie.com em 12 de setembro de 2011

Traduzido por Thiago M. Witt

Fat head: Você é um cardiologista por profissão, e no entanto você acaba de escrever um elaborado livro sobre os efeitos negativos do consumo de trigo. Como o trigo apareceu no seu radar? O que o fez suspeitar que o trigo pode estar por trás de muitos de nossos problemas de saúde modernos?

Dr. Davis: Tudo começou vários anos atrás quando eu pedi aos pacientes do meu consultório que considerassem eliminar todo o trigo de suas dietas. Eu fiz isso seguindo uma lógica muito simples: Se alimentos feitos com trigo elevam o açúcar no sangue mais do que quase todos os outros alimentos (devido ao seu alto índice glicêmico), incluindo o açúcar de cozinha, então remover o trigo deve reduzir o açúcar no sangue. Eu estava preocupado com os altos níveis de açúcar no sangue já que 80% das pessoas que chegavam no meu consultório tinham diabetes, pré-diabetes ou o que eu chamo de “pré-pré-diabetes”. Resumindo, a grande maioria das pessoas mostravam marcadores metabólicos anormais.

Eu forneci aos pacientes um simples folheto de duas páginas sobre como fazer isso, isto é, como eliminar o trigo e substituir as calorias perdidas com alimentos saudáveis como mais vegetais, oleaginosas, carnes, ovos, abacates, azeitonas, azeite de oliva, etc. Eles voltavam três meses depois com taxas de açúcar no sangue em jejum menores, hemoglobina A1c menor (um reflexo da taxa de açúcar no sangue dos últimos 60 dias); alguns diabéticos se tornaram não-diabéticos, pré-diabéticos se tornaram não pré-diabéticos. Eles também voltavam cerca de 15 quilos mais leves.

Então eles começavam a me contar sobre outras experiências: alívio de artrite e dores nas juntas, irritações de pele desaparecendo, asma melhorando o suficiente para que parassem com os inaladores, sinusites crônicas indo embora, inchaço nas pernas indo embora, enxaquecas cessando pela primeira vez em décadas, sintomas de refluxo ácido e intestino irritável aliviados. No começo, eu dizia aos pacientes que era apenas uma estranha coincidência. Mas aconteceu tantas vezes e a tanta gente que ficou claro que isso não era coincidência; era um fenômeno real e reprodutível.

Foi aí que eu comecei a remover sistematicamente o trigo da dieta de todo mundo e continuei a testemunhar reviravoltas similares na saúde afetando dezenas de doenças. Não houve volta atrás desde então.

Fat Head: Você cita um bocado de pesquisa acadêmica no seu livro, mas você também cita casos do seu histórico de prática médica. Então, como uma questão do ovo-ou-galinha, qual veio primeiro? Você começou notando que os pacientes que consumiam muito trigo tinham mais problemas de saúde e então saiu em busca de pesquisas que apoiassem as suas suspeitas, ou você cruzou com pesquisas que o levaram a notar como os seus pacientes estavam se alimentando?

Dr. Davis: A experiência do mundo real veio primeiro. Mas o que me surpreendeu foi que já havia uma extensa literatura médica documentando tudo isso, mas era largamente ignorada ou não alcançava a consciência geral nem a consciência da maioria dos meu colegas. E a maior parte da documentação vem da literatura de genética agricultural, uma área, eu posso garantir, que meus colegas não estudam. Mas eu desenterrei esta área da ciência e falei com pessoas da USDA e no departamento de agricultura em universidades para ganhar entendimento total de todas as questões.

Uma das dificuldades que explicam parcialmente por que muitas destas informações nunca viram a luz do dia é que os geneticistas agriculturais trabalham em plantas, não em humanos. Há uma ampla e pervasiva presunção seguida por estes cientistas bem intencionados: Não importa quão extremas as técnicas usadas para alterar a genética de uma planta como o trigo, ela ainda é perfeitamente boa para o consumo humano… sem nenhuma dúvida. Eu acredito que isto é completamente errado e está por trás de muito do sofrimento infringido em humanos consumindo este produto moderno da pesquisa genética ainda chamada, enganosamente, de “trigo”.

Fat Head: Então depois de apontar o trigo como o causador de vários problemas de saúde, você começou a aconselhar seus pacientes a eliminá-lo de suas dietas. O que o inspirou a dar o passo extra – e é um grande passo – de escrever um livro?

Dr. Davis: O que eu testemunhei nas milhares de pessoas que removeram o trigo de suas dietas não foi nada menos que incrível. Quando eu vi uma perda de peso de mais de 30 quilos em seis meses, níveis de humor e energia disparando, reversão de doenças inflamatórias como colite ulcerosa e artrite reumatóide, alívio de irritações de pele crônicas e artrite – e os efeitos foram consistentes caso após caso – eu percebi que não poderia deixar essa questão passar silenciosamente apenas na prática do meu consultório.

Reconhecidamente, o mundo vai precisar de mais dados confirmatórios antes que o trigo, ou pelo menos a versão moderna geneticamente alterada do trigo que estão nos vendendo, seja removido do prato de jantar do mundo. Mas os dados que já estão disponíveis são mais que suficientes, eu acredito, para trazer esta informação ao público para que as pessoas tomem suas decisões por si mesmas. Eu comparo esta situação a viver em um vilarejo onde todos bebem a água do mesmo poço. Nove em cada 10 pessoas ficam doentes quando bebem a água do poço; todos se recuperam quando param de beber. Quando voltam a beber, todos adoecem novamente; param e ficam melhores. Com uma relação causa-e-efeito tão consistente e reprodutível como essa, precisamos mesmo de um ensaio clínico para prová-lo para nós? Eu não preciso.

Isto será uma longa e difícil batalha na arena pública. O trigo compõe 20% de todas as calorias humanas. Ele requer uma enorme infraestrutura para o plantio, colheita, extração de sementes, fertilização, processamento e distribuição. Esta mensagem vai potencialmente prejudicar o sustento de milhares, talvez milhões de pessoas que fazem parte desta infraestrutura. Isso me lembra das batalhas que foram travadas (e são ainda hoje) quando se tornou amplamente aceito que fumar cigarros fazia mal. Quando as pessoas de dentro da indústria do tabaco eram indagadas sobre como elas podiam trabalhar para uma companhia que destruía a saúde das pessoas, elas respondiam “Eu tinha que sustentar minha família e pagar meu aluguel”. A discussão elimine-todo-o-trigo-da-dieta-humana que eu proponho vai atingir muita gente onde dói mais: no bolso. Mas, pessoalmente, eu não estou disposto a sacrificar a minha própria saúde, a da minha família, amigos, vizinhos, pacientes e da nação para permitir que um status quo incrivelmente insalubre continue.

Fat Head: Quanto mais eu leio o livro, mais eu me pego pensando, “Uau, eu sabia que o trigo era ruim para nós, mas é ainda pior do que eu pensava”. Você teve a mesma reação enquanto fazia a pesquisa para o livro? Você ficou surpreso ao ver quantos problemas físicos e mentais o trigo pode causar?

Dr. Davis: Sim. Eu sabia que o trigo era ruim desde o início do projeto. E houveram momentos em que eu me perguntava se não estava deixando passar alguma coisa, dada a adoção unânime dos grãos pelo agronegócio, fazendeiros, cientistas agriculturais, o USDA, FDA, Associação Dietética Americana, etc. Mas o oposto aconteceu: Quanto mais a fundo eu ia, mais esta coisa sendo vendida para nós com o nome de “trigo” parecia pior… e pior, e pior, quanto mais longe eu ia.

Eu sou consciente da armadilha “para alguém com um martelo, tudo parece um prego” que podemos cair, mas quando você vê doença após doença desaparecer com a eliminação do trigo, não dá pra deixar de se convencer que ele tem um papel crucial em centenas, literalmente centenas, de condições comuns.

Fat Head: Você descreve no seu livro como o trigo de hoje é o produto de cruzamento genético. Os cruzamentos são inerentemente ruins? Não acontecem cruzamentos na natureza o tempo tudo?

Dr. Davis: Sim, acontecem. Humanos, assim como todas as plantas e animais, são o produto de cruzamentos ou hibridização. Amor, sexo, e cruzamento fazem o mundo girar e tornam a vida interessante. O problema é que estes termos são usados muito vagamente pelos geneticistas.

Por exemplo, se eu expor sementes e embriões de trigo ao potente veneno industrial azida de sódio, posso induzir mutações no código genético da planta. Primeiro, deixa eu falar sobre a azida de sódio. Se ingerida, as pessoas do controle de venenos do Centro para Controle de Doenças recomenda que você não tente ressucitar a pessoa que a ingeriu e parou de respirar como resultado – apenas deixe a vítima morrer – porque a pessoa tentando salvá-la pode morrer também. E, se a vítima vomitar, não jogue o vômito na pia porque ela pode explodir (isso já aconteceu). Então, exponha sementes e embriões de trigo à azida de sódio e você obtêm mutações. Isto é chamado de mutagênese química. Sementes e embriões também podem ser expostos a irradiação gama e altas doses de radiação de raio-x. Todas estas técnicas caem sob nome de hibridização ou, ainda mais enganador, técnicas de reprodução tradicionais. Eu não sei quanto a você, mas a reprodução entre os humanos que eu conheço não envolvem massagear um ao outro com venenos químicos ou uma tarde romântica em um ciclotron para induzir mutações na nossa prole.

Estas “técnicas de reprodução tradicionais”, por falar nisso, são consideravelmente mais disruptivas para a genética da planta que a engenharia genética. Os americanos estão em guerra com os alimentos geneticamente modificados (transgênicos, ou seja, com a adição ou remoção de um único gene). A grande ironia é que a engenharia genética é uma substancial melhoria sobre as “técnicas de reprodução tradicionais” que ocorreram durante décadas e que ainda ocorrem.

Fat Head: Eu o conheci em pessoa a mais de um ano atrás, e você é um cara bem magro, então eu fiquei surpreso ao ler no livro que você costumava carregar por aí a sua própria barriga de trigo. Descreva as diferenças entre você como um consumidor de trigo e você agora, em termos de ambos o seu físico e a sua saúde.

Dr. Davis: Quinze quilos atrás, enquanto eu ainda era um entusiástico consumidor dos “saudáveis grãos integrais”, eu lutava contra constantes dificuldades em manter o foco e a energia. Eu dependia de potes de café ou caminhadas e exercício só para combater a letargia e a mente enevoada. Meus números de colesterol refletiam meus hábitos de consumo de trigo: HDL 27 mg/dl (muito baixo), triglicérides 350 mg/dl (MUITO alto), e açúcar no sangue na faixa de diabetes (161 mg/dl). Eu tinha pressão alta, com valores ao redor de 150/90. E todo o meu excesso de peso era ao redor da cintura – sim, minha própria barriga de trigo.

Dar adeus ao trigo me ajudou a perder o peso ao redor da cintura; meus números de colesterol: HDL 63 mg/dl, triglicérides 50 mg/dl, LDL 70 mg/dl, açúcar no sangue 84 mg/dl, pressão 114/74—sem usar nenhum remédio. Em outras palavras, tudo se reverteu. Tudo foi revertido incluindo a luta para manter a atenção e o foco. Agora eu posso me concentrar e focar em alguma coisa por tanto tempo que minha esposa me manda parar.

Levando tudo em conta, eu me sinto melhor hoje com 54 anos do que eu me sentia quando tinha 30.

Fat Head: Como aprender o que você sabe sobre o trigo e outros grãos mudou sua prática médica?

Dr. Davis: Catapultou o sucesso em ajudar as pessoas a recuperarem a saúde para a estratosfera. Entre as pessoas seguindo esta dieta, isto é, eliminar o trigo e limitar outros carboidratos (junto com outras estratégias saudáveis para o coração que eu advogo, incluindo suplementação com óleo de peixe, suplementação com vitamina D para alcançar um nível desejável de vitamina D 25-hidroxi de 60-70 ng/ml, suplementação de iodo e normalização de disfunção da tireóide), eu não vejo mais ataques cardíacos. Os únicos ataques cardíacos que eu vejo são de pessoas que eu recém conheci ou aqueles que, por um motivo ou outro (normalmente falta de interesse) não seguem a dieta. Um padre de quem eu cuido, por exemplo, um homem generoso e maravilhoso, não conseguiu se obrigar a rejeitar os muffins, tortas e pães que seus fiéis lhe traziam todos os dias; ele teve um ataque cardíaco apesar de fazer todo o resto corretamente.

Esta abordagem dietética, apesar de parecer peculiar superficialmente, é extremamente poderosa. Que dieta, afinal, causa perda de peso substancial, corrige as causas das doenças cardíacas como partículas LDL pequenas, reverte a diabetes e a pré-diabetes, e melhora ou cura múltiplas condições variando de artrite reumatóide a refluxo ácido?

Fat Head: Você viu centenas de seus próprios pacientes ficarem curados de doenças supostamente incuráveis após abrirem mão do trigo. Descreva um ou dois dos exemplos mais dramáticos.

Dr. Davis: Duas pessoas estão na minha cabeça quase todos os dias, principalmente porque eu sou especialmente gratificado pela magnitude de suas respostas e porque eu tremo de pensar em como seriam suas vidas se eles não se engajassem nesta mudança de dieta.

Eu descrevo a história de Wendy no livro, uma mãe e professora de 36 anos que tinha uma colite ulcerosa quase incapacitante; são grave que, apesar de três medicações, ela continuava a sofrer constantemente de cólicas, diarréia e sangramento suficiente para requerer transfusões de sangue. Quando eu conheci a Wendy, ela me contou que seu gastroenterologista e cirurgião tinha agendado para ela uma cirurgia para remoção do cólon e criação de uma bolsa de ileostomia. Estas seriam mudanças para o resto da vida; ela estaria fadada a usar uma bolsa para coleta de fezes pelo resto da vida. Eu insisti para que ela removesse o trigo. No começo ela se opôs, já que suas biópsias intestinais e exames de sangue falharam para o teste de doença celíaca. Mas, tendo visto tantas coisas incríveis acontecerem com a remoção do trigo, eu sugeri que não havia nada a perder. Então ela concordou. Três meses depois, ela não apenas tinha perdido 17 quilos, mas todas as cólicas, diarréias e sangramentos haviam parado. Agora já fazem dois anos. Ela foi retirada de todas as medicações e não há mais sinais da doença – colón intacto, nenhuma bolsa de ileostomia. Ela está curada.

O segundo caso é o Jason, também descrito no livro, um programador de software de 26 anos, neste caso incapacitado por dores nas juntas e artrite. Consultas com três reumatologistas não conseguiram chegar a um diagnóstico; todos prescreveram anti-inflamatórios e medicação para dor, enquanto Jason continuava a mancar por aí, incapaz de se envolver em mais que pequenas caminhadas. Dentro de cinco dias desde que removeu todo o trigo, Jason estava 100% livre de dores nas juntas. Ele disse que ele achou isso absolutamente ridículo e se recusou a acreditar. Então ele comeu um sanduíche: As dores nas juntas voltarem correndo. Agora ele está estritamente livre do trigo e das dores.

Fat Head: Seus pacientes são sortudos – você prefere mudar a dieta de um paciente a fazer uma receita médica sempre que possível. Infelizmente, você está entre a minoria. Como eu contei no meu blog recentemente, a esposa de um colega de trabalho foi finalmente curada de suas dores de cabeça quando um conhecido sugeriu que ela parasse de comer grãos. Ela havia ido a diversos médicos que meramente prescreviam medicações. Então… porque tão poucos médicos estão cientes de como os grãos podem afetar nossa saúde?

Dr. Davis: Eu acredito que a área da saúde foi desviada em direção à alta tecnologia, procedimentos que produzem altos lucros, medicações, e cuidados catastróficos. Muito na área da saúde perderam a visão de ajudar as pessoas e cumprir sua missão de curar. Enquanto isso soa fora de moda, eu acredito que é uma tendência ruim para a saúde ser reduzida a uma transação financeira sujeita a restrições legais. Ela precisa voltar a ser uma relação de cura.

Eu acredito que muitos na área da saúde também tenham se desencantado com a ineficácia da orientação alimentar. Porque a “sabedoria” alimentar tem estado errada em tantos pontos durante os últimos 50 anos, as pessoas ficaram desconfiadas da capacidade da nutrição e dos métodos naturais para a melhora da saúde. Pelo que eu testemunhei, no entanto, a nutrição e os métodos naturais tem um poder enorme para curar – se os métodos corretos forem aplicados.

Fat Head: Você espera que seu livro eduque mais doutores no assunto, ou esta é uma daquelas situações onde o público terá que ignorar seus médicos e aprender sozinhos?

Dr. Davis: Lamentavelmente, muitas pessoas lerão a mensagem em Wheat Belly, irão experienciar as incríveis transformações na saúde e peso que podem acontecer, então vão contar aos seus médicos, que irão declarar seu sucesso como uma “coincidência”, “força de vontade”, “efeito placebo” ou outra desculpa. Muitos de meus colegas se recusam a reconhecer o poder da dieta mesmo quando confrontados com resultados poderosos. Isto só poderá mudar após um período muito longo.

Felizmente, mais e mais de meus colegas estão começando a ver a luz e não procurar pelas respostas em drogas e procedimentos. Estes são os profissionais da saúde que eu espero que irão emergir para ajudar pessoas como defensores e treinadores em conduzir uma experiência como a que é descrita em Wheat Belly.

Fat Head: Se mais médicos fossem informados das questões sobre as quais você escreve em Wheat Belly, você acha que eles mudariam suas recomendações alimentares, ou a mentalidade “gordura é má, grãos são bons” está enraizada demais na profissão?

Dr. Davis: Não há absolutamente nenhuma dúvida de que o argumento “gordura é má, grãos são bons” vai persistir nas mentes de muitos de meus colegas por muitos anos. No entanto, eu acredito que se eles lessem os argumentos expostos logicamente em Wheat Belly, eles iriam primeiramente reconhecer que o “trigo” não é mais trigo e sim um produto incrivelmente transformado da pesquisa genética. Então eles começariam a seguir a lógica e entender que a longa lista de problemas associados ao consumo do “trigo” moderno começa a explicar por que estamos testemunhando uma explosão em doenças comuns. É aí que espero que todos nós ouçamos um coletivo “Aha!”.

Fat Head: O Dr. Robert Lustig acredita que o excesso de frutose é singularmente responsável por induzir a resistência à insulina e outros aspectos da síndrome metabólica. Você culpa o trigo. Quando eu comecei a apresentar sinais de pré-diabetes no meus trinta e tantos anos, eu quase não consumia açúcar – eu sabia que o açúcar era ruim para mim – mas eu comia um monte de massa, cereais e pães. Descreva como você acredita que o consumo de trigo pode levar ao diabetes tipo 2 mesmo entre aqueles que não tomam litros de refrigerante ou comem bolinhos Ana Maria.

Dr. Davis: Não há dúvidas que a frutose é realmente um grande problema na dieta dos americanos modernos. Como o trigo, fontes de frutose como a sacarose, o xarope de milho de alta frutose, o mel e o xarope de ágave aumentam a gordura visceral, o açúcar no sangue, e causam uma curiosa demora na limpeza das partículas sanguíneas (restos de quilomícrons) após as refeições que levam à aterosclerose. Então o livro Wheat Belly, logicamente, não argumenta que o único problema na dieta americana é o trigo.

No entanto, como muitos de nós aprenderam, cortar as fontes de açúcar e frutose é uma grande idéia, mas não resolve o problema inteiro, apenas um aspecto. E o trigo é o culpado nas pessoas que acreditam que estão seguindo um caminho mais saudável ao incluir bastante dos “saudáveis grãos integrais”.

Duas fatias de pão integral aumentam o açúcar no sangue mais do que açúcar de cozinha, mais do que muitos doces. Estranhamente, isto não impede os nutricionistas de encorajá-lo a comer mais disso. Coma mais trigo e as elevações dos níveis de açúcar no sangue aumentam em magnitude e frequência. Isto leva a elevações maiores e mais frequentes dos níveis de insulina que, por sua vez, criam a resistência à insulina, a condição que leva à diabetes.

Estas elevações nos níveis de açúcar no sangue também são intrinsecamente danosas às delicadas células pancreáticas beta, que produzem a insulina, um fenômeno chamado glucotoxidade. As células betas possuem pouca capacidade de regeneração. Danos repetidos devido à glucotoxidade levam a um número cada vez menor de células beta saudáveis e funcionais produzindo insulina. É aí que o nível de açúcar no sangue fica persistentemente em níveis elevados – mesmo quando seu estômago está vazio: pré-diabetes, seguida em pouco tempo pela diabetes.

Então o trigo que nos aconselham a comer mais não é a solução para a epidemia de diabetes que se espera que inclua um a cada dois adultos americanos em um futuro próximo, e 346 milhões de pessoas mundialmente – comer mais dos “saudáveis grãos integrais” é, creio eu, a causa desta situação. E removê-los nos traz de volta ao caminho para deter ou até mesmo reverter isso.

Fat Head: Você descreve em Wheat Belly como o trigo anão de hoje contém mais proteínas do glúten e causa um aumento mais dramático na glicose no sangue que o trigo que nossos bisavós consumiam. Mas Jared Diamond e outros apresentaram argumentos convincentes que a troca para uma dieta baseada em grãos fez com que o humanos se tornassem mais baixos, mais gordos e mais doentes mesmo em tempos pré-bíblicos, quando o trigo mutante de hoje em dia não existia. Então você diria que o trigo passou de um alimento bom para um alimento ruim, ou de um alimento ruim para um ainda pior?

Dr. Davis: Eu iria com a segunda opção, indo de um alimento ruim com efeitos adversos para a saúde em algumas pessoas, para um alimento incrivelmente ruim com efeitos adversos para quase todo mundo.

É lógico, se você estivesse faminto e a sua única opção de comida fosse pão, você deveria comer o pão. Não há dúvidas que o trigo, como um produto dos primórdios da agricultura, serviu para alimentar os humanos quando o a caça ou coleta falhava. Como o Dr. Diamond aponta, esta fonte de calorias, este seguro contra os dias de caça infrutífera, e alimento de conveniência teve consequências adversas para a saúde mesmo para os humanos antigos, mesmo em suas primeiras formas, como o einkorn e emmer.

Nós temos como um fato que o consumo de trigo tem sido prejudicial para os humanos desde que começamos a consumi-lo através de observações como as apontadas pelo Dr. Diamond: humanos diminuindo de estatura, aumentando de peso e adoecendo mais (doenças ósseas, apodrecimento dos dentes, câncer, talvez aterosclerose) com o consumo de trigo, assim como as descrições de doença celíaca tão antigas quanto 100 AC.

São as alterações introduzidas pelos geneticistas durante os últimos 40-50 anos, em conjunto com a recomendação para que se consuma mais trigo, que conspiraram para a criação da atual bagunça em que nos encontramos, transformando o trigo de um ingrediente problemático a um flagelo que exerce efeitos adversos à saúde em escala internacional.

Fat Head: Vamos falar sobre alguns dos problemas de saúde específicos que podem ser causados ou acelerados pelo trigo. Um dos meus leitores tem uma irmã que foi curada de esclerose múltipla após eliminar o trigo. Outros me contaram que foram curados de fibromialgia, transtorno de déficit de atenção ou depressão. Eles estão todos loucos, ou os “saudáveis grãos integrais” tem alguma coisa a ver com essas doenças?

Dr. Davis: Mesmo eu tendo testemunhado os incríveis efeitos da eliminação do trigo em milhares de pessoas durantes muitos anos, mesmo eu ainda aprendo novas lições sobre seus efeitos. Parece que não passa uma semana sem que eu aprenda algum novo benefício da eliminação do trigo.

Eu também ouvi incontáveis casos de alívio evidente, e ocasionalmente cura, de fibromialgia, TDA e depressão. Eu tenho apenas algumas instâncias em que eu testemunhei melhoras em esclerose múltipla, já que esta doença é incomum na população que eu atendo na prática de cardiologia e na minha experiência de saúde cardíaca on-line. Mas dado o alcance do trigo em tantos aspectos da saúde, eu não ficaria nem um pouco surpreso de ver uma remissão substancial da doença, dado os potenciais efeitos inflamatórios dos componentes do trigo no sistema nervoso central.

Infelizmente, a maioria dos meus colegas tratam isso como pura coincidência, apesar do fato disso poder ser ligado com o consumo de trigo, e desligado com a eliminação do trigo, ligado novamente à vontade – repetidamente, reprodutivelmente, e em muitas, muitas pessoas. A noção que grãos integrais são saudáveis está tão profundamente infiltrada no pensamento das pessoas na área da saúde que elas são muito resistentes a mudar suas visões.

Eu comparo esta situação a viver em um vilarejo onde todos bebem a água do mesmo poço. Um dia, 9 entre 10 pessoas ficam doentes bebendo dessa água; eles melhoram quando param de beber a água. Por conveniência, eles voltam a beber a água do poço e 9 entre 10 prontamente adoecem novamente; melhoram de novo quando param. Nós exigimos um estudo clínico para provar que existe realmente um problema? Insistimos que é apenas a imaginação das pessoas e que a diarréia e desnutrição resultantes do consumo da água é devido a alguma outra coisa? Esta é a situação em que nos encontramos com esta coisa que nos vendem e chamam de “trigo”.

Eu não acho que estou causando uma histeria coletiva, com todo mundo atirando loucamente seus produtos feitos com trigo no lixo porque eu mandei. As pessoas estão relacionando suas experiências de perda de peso substancial sem restrição calórica, alívio de múltiplas condições e doenças, assim como sentimentos subjetivos de bem-estar e humor melhorados. De fato, eu diria que a eliminação do trigo é a estratégia mais incrível e consistentemente efetiva para a melhora da saúde que eu jamais testemunhei em 25 anos de prática de medicina.

Fat Head: Eu abri mão do trigo e outros grãos primeiramente para perder peso, então eu fiquei agradavelmente surpreso quando vários problemas de saúde irritantes foram embora logo em seguida… psoríase, uma asma leve, refluxo gástrico e artrite entre eles. Com que frequência você vê resultados como o meu, e por que o trigo causa estes problemas em primeiro lugar?

Dr. Davis: Resultados como o seu são a regra, não a exceção. De fato, é apenas ocasionalmente que uma pessoa diz “eu perdi 2 quilos em um mês mas nada mais aconteceu.”

Sendo conservador, eu estimaria que 70% das pessoas experienciam benefícios substanciais além da perda de peso. Pode ser o alívio de um problema de pele como psoríase, alívio de problemas nas vias respiratórias como asma e sinusite crônica, alívio de problemas gastrointestinais como refluxo ácido e síndrome do intestino irritável, ou pode ser alívio da artrite simples ou da inflamatória como a artrite reumatóide. A série de problemas causados ou piorados por esta coisa não é nada menos que espantosa.

Não há nenhum componente isolado do trigo que seja responsável por sua miríade de efeitos adversos para a saúde. A proteína gliadina é responsável por efeitos inflamatórios diretos, enquanto ao mesmo tempo estimula o apetite. A proteína glúten é responsável pelo efeito inflamatório destrutivo no intestino e no sistema nervoso central. As lectinas no trigo provavelmente estão por trás do aumento da permeabilidade intestinal para múltiplas proteínas de fora que se cascateiam em problemas inflamatórios e auto-imunes como artrite reumatóide e lupus. A amilopectina A é responsável pela expansão da gordura visceral no abdômen, a “barriga de trigo” que por sua vez leva à inflamação, resistência à insulina, diabetes, artrite e doença cardíaca.

Fat Head: Então são primariamente o glúten e as lectinas no trigo que causam tantos problemas digestivos, ou há alguma outra coisa envolvida também?

Dr. Davis: Incrivelmente, ainda que o efeito do trigo no rompimento da saúde do sistema digestivo seja ubíquo – certamente é muito mais do que a doença celíaca – tem havido pouca exploração dos motivos. Então eu só posso especular o porquê do trigo exercer efeitos gastrointestinais tão frequentes e generalizados.

Provavelmente tem a ver com a gliadina, o glúten e as lectinas – um ou uma combinação de todos eles. Também estou convencido que há componentes no trigo além destes três que exercem efeitos adversos para a saúde que explicam por que eu vejo que o todo é maior que a soma das partes, isto é, que a remoção do trigo parece proporcionar maiores benefícios do que cada componente prejudicial sugeriria.

Fat Head: Todos os tipos de glúten são igualmente ruins ou alguns são piores que outros? Se alguns são piores, será o glúten do trigo moderno particularmente danoso?

Dr. Davis: A estrutura do amino ácido do glúten pode variar amplamente, mas todo glúten compartilha a viscoelasticidade característica desejada pelos padeiros e consumidores, a propriedade que permite ao pizzaiolo jogar a massa para o alto para dar forma à pizza e permite que as massas sejam moldadas em múltiplas formas.

As piores, mais nocivas formas de glúten são as variedades recentes criadas por geneticistas. As mudanças introduzidas na coleção de genes “D” características do trigo moderno semi-anão são provavelmente responsáveis por quadruplicar os casos de doença celíaca no nossos tempos, dobrando somente nos últimos vinte anos. Formas menos destrutivas de glúten são aquelas encontradas em variedades antigas de trigo como a eikorn, emmer e spelt – menos destrutivas, mas não inofensivas.

Minha visão: O glúten, em todas as suas formas, mas especialmente em suas formas modernas, é potencialmente tão destrutivo para a saúde humana que a solução ideal é dizer adeus a ele completamente.

Fat Head: Você aconselha a seus pacientes a ficarem livre do trigo, ou livres do trigo e do açúcar? Eu pergunto porque se eles se livram de ambos, algumas pessoas diriam que era o açúcar que estava causando problemas, não os grãos.

Dr. Davis: Sim, o açúcar está na lista a evitar. Não há dúvidas que, pelo menos para algumas pessoas, especialmente os mais jovens, a exposição ao açúcar em refrigerantes, junk foods e petiscos é um grande problema.

No entanto, apenas eliminar o açúcar e comer mais “saudáveis grãos integrais” faz a maioria das pessoas não perder peso, mas ganhá-lo. Esta é a luta de pessoas que acreditam que estão seguindo conselhos saudáveis para limitar os doces e comer mais “saudáveis grãos integrais” para depois se encontrarem 15, 20, 50 quilos além do peso ideal.

Troque a ordem, isto é, elimine todo o trigo, e o desejo por doces é quase sempre reduzido sensivelmente, já que a gliadina, a proteína do trigo estimulante de apetite foi eliminada. É uma tarefa bem mais fácil eliminar o trigo primeiro, ao invés de eliminar o açúcar primeiro.

E, é claro, não se trata apenas do peso. Se trata de todos os outros efeitos do trigo que mesmo o açúcar não pode provocar, como inflamação nas juntas, refluxo ácido, síndrome do intestino irritável, efeitos no cérebro, retenção de líquidos, etc.

Fat Head: No livro Nutrition and Physical Degeneration (Nutrição e Degeneração Física) do Dr. Weston A. Price, ele descreveu como pessoas em sociedades tradicionais fermentavam ou deixavam de molho os seus grãos antes de consumi-los. Você acredita que fazer isso torna os grãos um perigo menor para a saúde, ou o trigo mutante atual é muito cheio de proteínas problemáticas para se tornar seguro usando estes métodos?

Dr. Davis: Deixar de molho e fermentar transformam o trigo, uma coisa ruim, em uma forma que contém menos lectinas e menos glúten (entre outras alterações), uma coisa menos ruim. Mas devemos tomar cuidado para não cair na mesma armadilha que enganou nutricionistas e agências “oficiais”: Substituir uma coisa ruim (farinha branca) por uma coisa menos ruim (grãos integrais), e então consumir bastante desta coisa menos ruim é bom para você. Esta é a lógica falha que nos levou a esta confusão.

Deixar de molho, por exemplo, reduz o conteúdo de lectinas em cerca de 35% – melhor, mas não ótimo. Você ainda estará exposto a todos os efeitos adversos do trigo, que incluem o estímulo de apetite da gliadina, altos níveis de açúcar no sangue da amilopectina A, respostas inflamatórias dos glútens e das gluteninas, e aumento da permeabilidade intestinal a proteínas de externas pelas lectinas.

Da mesma forma, a fermentação reduz a carga de carboidratos mas deixa os outros aspectos indesejáveis do trigo intactos. Melhor, claro, mas ainda não é ótimo.

Até os geneticistas estão tentando fazer a re-engenharia do trigo para torná-lo menos nocivo. Uma área de pesquisa é tentar remover todas as sequências mais destrutivas do glúten. Como usual, eles entendem a genética da planta mas não entendem nada dos efeitos do consumo desta planta na saúde humana.

Então não importa o que um padeiro ou geneticista faça para maquiar esta coisa, ela continua essencialmente a mesma, com os mesmos efeitos estimulantes de apetite, alteradores de mente, inflamatórios, auto imunes e acumuladores de peso.

Fat Head: E os outros grãos como aveia, amaranto e trigo mourisco (ou sarraceno)? Eles fazem bem ou são tão ruins quanto o trigo?

Dr. Davis: A aveia, de fato, têm sobreposição imunológica modesta com trigo. Mas o problema com a aveia recai na sua capacidade extravagante de elevar os níveis de açúcar no sangue. Uma tigela de farinha de aveia orgânica – sem adição de açúcar – pode elevar o açúcar no sangue em uma pessoa não diabética a 150 mg/dl, 200 mg/dl, as vezes até mais. Em um pré-diabético ou diabético, 300 mg/dl não é incomum. Uma das estratégias que eu ensino aos pacientes é a medir a glicose no sangue uma hora depois de uma refeição para averiguar a severidade da elevação do açúcar no sangue; foi aí que eu vi, caso após caso, níveis extravagantemente altos de açúcar no sangue após o consumo de aveia.

Amaranto e trigo sarraceno são grãos que, para todos os efeitos, são apenas carboidratos. Eles não possuem os efeitos negativos do trigo. Como a aveia, no entanto, eles elevam os níveis de açúcar no sangue, seguido de todos os efeitos adversos deste fenômeno (resistência à insulina, glicação nos olhos, cartilagens, artérias e partículas de LDL). Então eu digo para as pessoas consumirem estes grãos em pequenas quantidades, ou seja, porções de não mais que meia xícara (cozidas) no contexto de uma dieta com carboidratos limitados (40 a 50 gramas por dia para a maioria das pessoas).

Fat Head: Que tipo de reação o seu livro despertou? Ou ainda é cedo para julgar?

Dr. Davis: A reação tem sido incrível. Nos primeiros 9 dias após o lançamento, Wheat Belly entrou para a lista dos mais vendidos do The New York Times.

Mas ainda mais importante para mim, diariamente eu ouço sobre a diferença que esta mensagem está fazendo na vida das pessoas: perda de peso rápida onde pouca ou nenhuma estava ocorrendo; alívio de dores crônicas; níveis de açúcar no sangue despencando, etc. O que tem sido especialmente gratificante é que, graças ao feedback instantâneo das mídias sociais, eu fico sabendo destas histórias apenas dias depois das experiências dos leitores. Mesmo no meu consultório, eu geralmente espero vários meses para ter o feedback dos resultados dos pacientes livres do trigo. Agora fico sabendo sobre eles literalmente em dias. A efusão de feedbacks positivos tem sido absolutamente maravilhosa e reforçou ainda mais a minha convicção que este é um dos maiores problemas de saúde do nosso tempo.

Fat Head: Você ouviu algo dos chamados especialistas que insistem que os grãos integrais são parte de uma dieta saudável? Eu assumo que você não seja muito popular com esse pessoal atualmente.

Dr. Davis: A nutrição é um tópico importante. Mas é também um tópico surpreendentemente emocional. Nutricionistas e outros “especialistas” em nutrição tem sido tão profundamente doutrinados no argumento “grãos integrais são bons” que sua reação instantânea é a raiva, e que isso é uma modinha boba passageira para perda de peso rápido. Qualquer um que tenha lido o livro percebe que isto é precisamente o que Wheat Belly não é. Ele expõe todas as coisas que não lhe disseram sobre este grão geneticamente alterado, construído para aumentar o rendimento mas também aumentar o apetite.

Grupos de comércio de trigo, como a Grain Foods Foundation, emitiram comunicados de imprensa declarando sua intenção de lançar uma campanha pública para desacreditar a mim e à mensagem que trago com o Wheat Belly. Em resposta, eu publiquei uma carta aberta que também enviei por diversas mídias, convidando-os a se juntar a mim em um debate público, com câmeras de TV e tudo; eles ainda não aceitaram o meu convite – e suspeito que nunca aceitarão. Com o que eu revelei, eu duvido que eles queiram uma exposição pública de todos estes argumentos.

Fat Head: Última pergunta… Agora que o livro foi lançado, você alguma vez perde o sono à noite, pensando se as boas pessoas da Monsanto e Pillsbury estarão planejando seu sumiço? Porque se eu fosse você, eu evitaria becos escuros por em tempo.

Dr. Davis: Obrigado pelo aviso, Tom! Esta campanha anti-trigo faz inimigos em algumas forças muito influentes, incluindo a indústria alimentícia, o agronegócio, grupos de comércio de trigo e, para minha grade surpresa, a indústria farmacêutica. Eu fiquei chocado recentemente (ainda que eu suponho que não deveria ficar, sabendo do que algumas pessoas são capazes) de saber que pelo menos um grupo de comércio de trigo é largamente populado por pessoas na folha de pagamento da indústria farmacêutica. Agora, isso é uma coisa preocupante.

O que me mantém focado na transmissão desta mensagem, no entanto, são as maravilhosas histórias que eu continuo ouvindo diariamente de pessoas redescobrindo sua saúde perdida, alívio de dores, etc., tudo fazendo o oposto do que nossas agências oficiais nos dizem para fazer e fugindo para longe dos “saudáveis grãos integrais”.

Fat Head: Muito obrigado pelo tempo cedido para responder nossas questões, Dr. Davis. Eu espero que você venda um milhão de cópias.

Publicado por: osvaldopalmeira | agosto 1, 2012

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil.

Hoje já existem provas concretas dos males causados pelos agrotóxicos tanto para quem o utiliza na plantação, quanto para quem o consome em alimentos contaminados. Ao mesmo tempo, milhares de agricultores pelo Brasil já adotam a agroecologia e produzem alimentos saudáveis com produtividade suficiente para alimentar a população.

A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida luta por um outro modelo de desenvolvimento agrário. Por uma agricultura que valoriza a agroecologia ao invés dos agrotóxicos e transgênicos, que acredita no campesinato e não no agronegócio, que considera a vida mais importante do que o lucro das empresas.

Os Agrotóxicos no Brasil

O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção em escala industrial. O campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf. Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza.

Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

A Campanha é um esforço coletivo, assumido por um conjunto de organizações e pessoas, que visa combater a utilização de agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras), explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção imposto pelo agronegócio.

Objetivos da Campanha

• Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos, denunciando os seus efeitos degradantes à saúde (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores nas cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas)

• Fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente;

• Denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos. Criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais.

• Pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada para um modelo baseado na agricultura camponesa e agroecológica

As principais exigências da Campanha

• Exigir que o MDA e Banco Central determinem a que seja proibido a utilização dos Créditos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF para a aquisição de agrotóxicos, incentivando a aquisição/utilização de insumos orgânicos e a produção de alimentos saudáveis;

• Exigir da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – a reavaliação periódica de todos os agrotóxicos autorizados no país, além de aprofundar o processo de avaliação e fiscalização à contaminação de água para consumo público;

• Que os governos estaduais e assembleias legislativas proibam a pulverização aérea (feita pela aviação agricola) de agrotóxicos em seus estados;

• Que o Ministério da Saúde organize um novo padrão de registro, notificação e monitoramento no âmbito do Sistema Único de Saúde dos casos de contaminações, seja no manuseio de agrotóxico, seja na contaminaçãopor água, meio ambiente ou alimentos, orientando a todos profissionais de saúde para esses procedimentos;

• Que haja fiscalização para que se cumpra o código do consumidor e todos os produtos alimentícios tragam no rótulo se foi usado agrotóxico na produção, dando opção ao consumidor de optar por produtos saudáveis;

• Aumentar a fiscalização das condições de trabalho dos trabalhadores expostos aos agrotóxicos, desde a fabricação na indústria química até a utilização na lavoura e o manuseio no transporte;

• Exigir que o Ministério Público Estadual e Federal, e organismos de fiscalização do meio ambiente, fiscalizem com maior rigor  o uso de agrotóxicos e as contaminações decorrentes no meio ambiente, no lençol freático e nos cursos d’água.

Fonte: http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php/campanha/o-que-e-a-campanha

Publicado por: osvaldopalmeira | agosto 1, 2012

Salada com pesticida – Você sabe o que vem junto no seu prato?

Salada com pesticida - Você sabe o que vem junto no seu prato?
Foto: Divulgação

Quais são os legumes e verduras que comumente apresentam os maiores índices residuais de pesticidas? O que fazer para consumir frutas e verduras com tranquilidade?

01 de Agosto de 2012 às 09:09

“Alface, tomates, pepinos, maçãs, pimentões, morangos: todo mundo gosta. Mas são esses alimentos os que, geralmente, contêm as doses residuais mais elevadas de pesticidas capazes de agir sobre nosso sistema endócrino, ou seja, substâncias que podem alterar o metabolismo hormonal”, denuncia a PAN Europe (Pesticide Action Network), uma rede de organizações não governamentais que promovem alternativas sustentáveis e naturais ao uso de pesticidas.

O coquetel químico que reveste a maior parte das frutas e verduras oferecidas nos supermercados tem correlação com a redução da fertilidade, o aumento de alguns tipos de tumores, puberdade precoce, diabetes e obesidade. Os interferentes estão presentes também, em várias medidas, em fármacos, cosméticos, embalagens e recipientes de plástico, revestimentos de latas, comida para animais.

A questão é delicada e tema de constantes debates pelas autoridades da saúde pública e privada em todos os países. Por um lado, os alimentos que acabam sobre nossas mesas são, pelos menos no mundo desenvolvido ou em vias de desenvolvimento, submetidos a controles mais ou menos severos para garantir a saúde do consumidor. Por outro lado, ainda não se conhece bem os efeitos que tais substâncias, usadas para evitar o ataque de pragas e insetos, ou para melhorar a aparência e a durabilidade dos produtos, podem trazer à saúde.

Os alimentos nos quais foram encontrados os mais altos traços de resíduos de pesticidas interferentes são: alface, tomates, pepinos, maçãs, pêssegos, pimentões e morangos. Menos contaminados são a banana, cenoura, ervilhas e os legumes e hortaliças protegidos por uma casca mais grossa.

No Brasil, pior ainda

Enquanto o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%, colocando nosso país em primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Além de a substância impactar o meio ambiente, ela também abala a segurança alimentar e a saúde da população.

Segundo dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos. Os alimentos que mais demandam a substância são a soja (40%), o milho (15%), a cana e o algodão (10%), as frutas cítricas (7%), o trigo (3%) e o arroz (3%).

Cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que  90% desta população consumem  consomem frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável, de acordo com o IBGE. Uma alimentação desequilibrada já é ruim, mas o consumo prolongado de agrotóxicos através da comida é pior ainda, podendo provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

O ideal para a saúde coletiva seria evitar ou reduzir o consumo dos pesticidas nos cultivos, hortas e na alimentação brasileira. O documento da Abrasco defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países, mas ainda liberados no Brasil, que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente. Enquanto isso não ocorre, os cuidados devem ser tomados por você antes de ingerir os alimentos em casa.

Eliminando parte do risco

Deixá-los de molho no vinagre pode ser ótimo para matar micróbios, mas nem sempre funciona quando o assunto é tirar os agrotóxicos das frutas e verduras. A recomendação é sempre preferir os alimentos orgânicos, mas quando não é possível adquiri-los, a lavagem dos produtos antes do consumo é imprescindível.

Se o agrotóxico utilizado for de superfície, limitando-se a parte externa do alimento, lavar bem com água elimina o risco, como é o caso dos morangos e dos tomates. A dificuldade cresce nas situações em que o agrotóxico penetra o alimento e afeta o seu interior. Nesse caso, a fervura pode inativar os efeitos adversos dos pesticidas. Entretanto, há agrotóxicos feitos à base de zinco ou estanho e à base de metais que nem o aquecimento elimina e não tem como reduzir o perigo ao ingerir.

Cinco regras para eliminar da mesa os pesticidas

Como impedir a absorção dessas substâncias? Podemos por em prática algumas medidas:

1. Se possível, comprar alimentos frescos provenientes da agricultura orgânica: hoje, a maior parte dos supermercados possui seções de produtos provenientes de cultivos onde – pelo menos oficialmente – não são utilizados pesticidas e fertilizantes químicos. Claro, em tempos de incerteza econômica como os atuais, este não é um conselho fácil de seguir, mas é sempre possível descobrir-se que, não longe de sua casa, existe algum cultivador local de confiança; você também pode, para conter as despesas, se inscrever em algum grupo de compra solidária.

2. Lavar acuradamente frutas e verduras com água e bicarbonato de sódio: não serve para remover completamente todos os pesticidas, porém ajuda.

3. Despele os alimentos antes de consumi-los: à parte os pesticidas sistêmicos, que atravessam a pele e penetram no interior da polpa das hortaliças, a maior parte dos interferentes permanece concentrada na pele externa.

4. Prefira sempre os alimentos menos contaminados.

5. Onde e sempre que é possível, cultivar alguma coisa, mantenha pequenas hortas, no jardim, no quintal, ou em vasos nos terraços e balcões. Muitas vezes, por questão de espaço, os resultados serão modestos, mas você sempre pode escolher o cltivo em condições controladas das hortaliças e legumes que geralmente contêm mais traços de pesticidas e, assim, ter um problema a menos para resolver.

Fonte: http://brasil247.com/pt/247/revista_oasis/72301/Salada-com-pesticida—Voc%C3%AA-sabe-o-que-vem-junto-no-seu-prato.htm

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